Descrição: a pedra Agulha, juntamente com seu entorno, foi tombada em caráter definitivo como bem paisagístico natural, de acordo com a resolução número 003/97 – CEC (Conselho Estadual de Cultura). Foi escalada pela primeira vez em 18 de julho de 1959 por excursionistas do Rio de Janeiro: Giuseppe Pellegrini, Nelson Bravin Ferreira, Emílio Mesquita, Carlos Russo e Rodolfo Kern. Nesta conquista foram utilizados 140 metros de corda, 30 metros de grampos fixados, dois mosquetões, entre outros equipamentos. Os alpinistas escalaram uma fenda de 550m de altura, que chamaram de Chaminé Brasília. É um dos cartões postais do município.
 
Proteção Legal [2]: Publicada no Diário Oficial no dia 21/10/1997- processo 15/84, Resolução 03/97.
 
A Pedra da Agulha, localizada a 6 km da cidade (via estradas), tem quase 500 metros de altura. Era cercada por remanescentes de Mata Atlântica, que em sua maioria deram lugar a lavouras de café, cujo cultivo no início dos anos 90 chegava ao entorno da Pedra, a rodear a maior parte de seu sopé. Apesar de este fato ser negativo do ponto de vista ambiental, a Pedra nunca sofreu, nem sofre ameaças de agressão que coloquem em risco sua forma original. A beleza das Pedras da Agulha e do Camelo, bem como dos pontões de Pancas encantou o paisagista Roberto Burle Marx, quando esteve na região em 1973, que assim descreveu suas impressões sobre o lugar: “fiquei deslumbrado com a morfologia: uma série de montanhas com forma cônica, rodeada num vale no fundo do qual o rio deslizava como uma serpente”. O paisagista frequentava a região com constância, pois encontrava ali, inúmeras espécies de plantas. O destaque é para a “Cattleya warnery var. Pancas”, cujo nome é uma homenagem ao município, pois esta belíssima orquídea é originária da região. Créditos: Trechos do Catálogo de Bens Naturais tombados pelo CEC. Coordenação: Sebastião Ribeiro Filho. Historiadores: Carlos Benevides Lima Júnior e Walace Bonicenha.
 
Localização: córrego São José Pequeno.
Distância da localidade mais próxima: A montanha fica a 6km de Pancas por estrada.
Acesso: rodoviário, parcialmente pavimentado, não sinalizado.
Entrada do atrativo: sítio Cajueiro, em frente à Pedra Camelo.
Visitação: diariamente. É importante a presença de um monitor, pois precisa de autorização prévia para passar por algumas propriedades rurais.
Acessibilidade ao atrativo: permanente.
Tempo para chegar ao cume da montanha: praticamente um dia, somente para alpinistas profissionais. Escalada feita através de chaminé.
Atividades: caminhadas ecológicas no pé da pedra e escalada para profissionais.
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