Estado tem variante mais agressiva do Covid-19

O Coronavirus apresentou uma variante na Inglaterra, chamada de B.1.1.7, “mais forte”, que circula no Espírito Santo desde dezembro. A notícia foi divulgada na tarde desta segunda-feira em entrevista coletiva da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa).

O estudo foi feito pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/ES) e foi apresentado pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e pelo diretor do Lacen-ES, Rodrigo Rodrigues.

Veja a coletiva na íntegra:

O estudo mostra que houve três picos de transmissão desde o início da pandemia. A fase de transmissão atual é a maior já registrada no estado. Dentre os fatores apresentados, estão as interações sociais, a relativização do uso de máscaras, a negação do risco da doença, a baixa cobertura vacinal e as novas variantes.

VARIANTE INGLESA

Surgiu na Grã-Bretanha em setembro de 2020. Segundo os dados apresentados é de 43 a 90% mais infecciosa do que as outras variantes em circulação. Nos Estados Unidos, casos da B.1.1.7 dobraram a cada 10 dias.

Na Dinamarca, Suíça e Estados Unidos os dados sugerem que o risco de óbito é de cerca de 61% maior das outras variantes.

AMOSTRAS NO ES

A amostra coletada aumentou de 10 municípios, em dezembro, para 65 em março. No início de fevereiro se formaram dois epicentros: um em Barra de São Francisco e outro na região de Piúma / Anchieta. Essa variante tem uma característica diferente, pois “ataca” mais o público mais jovem.

A orientação, mais do que nunca, é que a população se proteja cada vez mais, usando máscaras e evitando ao máximo colocar a mão nos olhos, nariz ou boca. Evitar aglomerações e as populares “festinhas”

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